As trocas do tempo da Musa Clio

A propósito do estudo de “A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho”, de Mário de Carvalho, a Liliana  do oitavo B, imaginou que Clio, a Musa da História e do Tempo, voltou a adormecer, enquanto tecia a trama do tempo, e, claro está, voltou a fazer das suas! Inspirada no conto de Mário de Carvalho, a Liliana escreveu este texto cheio de imaginação. Ora leiam:

Clio, a musa da História e do Tempo, adormeceu, continuando a tecer a sua trama.
Sem querer, enredou dois fios: os dos dias 5 de Dezembro de 2008 e 30 de Janeiro de 1995.
 Nesse preciso momento, nós estávamos na Aula de Português e, de repente, eu e a minha amiga Diana entrámos no hospital. Foi tudo tão estranho!
Eu e a Diana estávamos muito assustadas e fomos caminhando pelo corredor, até que vimos um calendário que dizia “30 de Janeiro de 1995”. Eu fiquei apavorada! Entrámos e vimos, numa sala, uma senhora grávida e a Diana, de repente, olhou para mim e disse-me:
– É a minha mãe!
E eu respondi:
– É verdade! Mas lembra-te que a tua mãe ainda não sabe que tu és a filha dela… Estamos no dia do teu nascimento!
– Pois é! Então quer dizer que eu vou assistir ao meu parto! – disse a Diana.
De repente, a mãe da Diana sentiu-se mal, e os médicos  vieram logo socorrê-la. A Diana entrou em pânico ao ver a sua mãe assim. E eu disse-lhe:
– Tem calma! Vai tudo correr bem! Afinal tu estás aqui! Tu existes!
– Espero bem que sim… – disse a Diana, receosa.
Depois de algumas horas, o médico foi à sala, chamou uma pessoa da família e disse-lhe que tinha nascido uma bela menina. O médico foi para o quarto e a Diana, entusiasmada, foi atrás dele, com muito cuidado para não ser vista. Foi naquele momento que ela se viu em pequenina. Ficou tão contente!
Mas a mãe da Diana pareceu ter visto aquela rapariga loira de cabelo encaracolado a espreitar pelo vidro da porta e ia perguntar ao médico quem era aquela visita, quando…
 … a Musa Clio acordou e voltou a colocar os fios do tempo muito direitinhos, voltando cada ano ao seu devido lugar e cada personagem ao seu tempo próprio.
Mais uma vez, Zeus viu-se obrigado a agir e teve de aplicar um novo castigo à Musa Clio, privando-a de comer “ambrósia” até à próxima Festa das Flores, que seria daí a 900 anos. Quanto às personagens envolvidas nesta confusão, Zeus mandou que as borrifassem com a “água do esquecimento”, para que não tivessem memória das distracções da Musa Clio. 
 Então nós olhámos uma para a outra, muito confusas, de novo colocadas na aula de Português e com umas gotas de água no cabelo… Agora chove na sala de aula?! Enquanto isso, a mãe da Diana, que também limpava umas gotas de água do cabelo, estava a fazer o almoço para a filha, pensativa, com umas memórias que lhe tinham surgido do dia em que a filha nasceu!

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